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EUA apreendem 50 tartarugas vivas em aeroporto de Los Angeles

Animais eram trazidos de Osaka, no Japão.
Dois homens foram presos por transporte ilegal.




Imagem divulgada nesta segunda-feira (10) mostra tartarugas vivas apreendidas no dia 7 no Aeroporto Internacional de Los Angeles, nos Estados Unidos. Autoridades prenderam dois homens vindos de Osaka, no Japão, por tentarem transportar ilegalmente ao país mais de 50 tartarugas. (Foto: AP /US Attorney's Office)



Fonte: g1.com.br\natureza

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Seis espécies de rãs supostamente extintas são encontradas no Haiti!

'Rã de Mozart' emite sons parecidos com notas musicais.
'Macaya manchada' tem 1,51 cm e é uma das menores do mundo.


Seis espécies de rãs nativas do Haiti, que os cientistas acreditavam extintas há mais de 20 anos, foram achadas na selva tropical do país, anunciaram especialistas americanos.

'Macaya Manchada' atinge 1,51 cm, e é uma das menores do mundo. (Foto: Robin Moore/iLCP/Divulgação)

Membros da organização privada americana de preservação das espécies, a Conservação Internacional (CI), e do Grupo de Especialistas em Anfíbios (ASG) informaram que as rãs foram descobertas durante uma expedição em outubro.
Os cientistas exploravam uma remota zona montanhosa no sudoeste do Haiti liberados por Robin Moore, o especialista em anfíbios da ASG.
Um dos principais objetivos desta expedição era encontra a rã Eleutherodactylus glanduliferoides, que não era vista há mais de 25 anos, e fazer uma avaliação das populações de muitas das outras 48 espécies de anfíbios específicas do Haiti
Os especialistas não acharam rã que buscavam, mas encontraram seis espécies que acreditavam desaparecidas, como a conhecida como "Rã de Mozart" (E. Amadeus), que deve seu nome aos sons que emite parecidos com notas musicais.
Além disso, os ambientalistas acharam a "rã ventrílocua de Hispaniola" (E. dolomedes), a "rã das glândulas campainha" (E. glandulifera), caracterizada por seus excepcionais olhos azul safira, e a "Macaya manchada" (E. thorectes), que, com 1,51 cm, é uma das menores rãs do mundo.
Também encontraram a "Hispaniolana coroada" (E. Corona) e a "Macaya buraqueira" (E. parapelates), espectacular com seus grandes olhos negros e manchas brilhantes de cor laranja na coxas.
Fonte: G1.com.br\natureza


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Estudo questiona 'sobrevivência do mais forte' de Darwin

Cientistas dizem que espaço para desenvolvimento da vida, e não competição, é o motor da evolução.

 

 

Charles Darwin talvez estivesse errado quando disse que a competição era a principal força impulsionando a evolução das espécies.
O autor de A Origem das Espécies, obra publicada em 1859 que lançou as bases da Teoria da Evolução, imaginou um mundo no qual os organismos lutavam por supremacia e em que apenas o mais forte sobrevivia.
Mas uma nova pesquisa identifica a disponibilidade de espaço para desenvolvimento de vida, em vez de competição, como o principal fator da evolução.
A pesquisa, conduzida pelo estudante de pós-doutorado Sarda Sahney e outros colegas da Universidade de Bristol, foi publicada na revista científica Biology Letters.
Eles usaram fósseis para estudar padrões de evolução ao longo de 400 milhões de anos.
Focando apenas em animais terrestres - anfíbios, répteis, mamíferos e pássaros - os cientistas descobriram que a quantidade de biodiversidade tem relação com o espaço disponível para a vida se desenvolver ao longo do tempo.
Ambiente
O conceito de espaço para a vida - conhecido na literatura científica como "conceito de nicho ecológico" - se refere às necessidades particulares de cada organismo para sobreviver. Entre os fatores estão a disponibilidade de alimentos e um habitat favorável à procriação.
A pesquisa sugere que grandes mudanças de evolução de espécies acontecem quando animais se mudam para áreas vazias, não ocupadas por outros bichos.
Por exemplo, quando os pássaros desenvolveram a habilidade de voar, eles abriram uma nova fronteira de possibilidades aos demais animais.
Igualmente, os mamíferos tiveram a chance de se desenvolver depois que os dinossauros foram extintos, dando "espaço para a vida" aos demais animais.
A ideia vai de encontro ao conceito darwinista de que uma intensa competição por recursos em ambientes altamente populosos é a grande força por trás da evolução.
Para o professor Mike Benton, co-autor do estudo, a "competição não desempenha um grande papel nos padrões gerais de evolução".
"Por exemplo, apesar de os mamíferos viverem junto com os dinossauros há 60 milhões de anos, eles não conseguiam vencer os répteis na competição. Mas quando os dinossauros foram extintos, os mamíferos rapidamente preencheram os nichos vazios deixados por eles e hoje os mamíferos dominam a terra", disse ele à BBC.
No entanto, para o professor Stephen Stearns, biólogo evolucionista da universidade americana de Yale, que não participou do estudo, "há padrões interessantes, mas uma interpretação problemática" no trabalho da Universidade de Bristol.
"Para dar um exemplo, se os répteis não eram competitivamente superiores aos mamíferos durante a Era Mesozoica, então por que os mamíferos só se expandiram após a extinção dos grandes répteis no fim da Era Mesozoica?"
"E, em geral, qual é o motivo de se ocupar novas porções de espaço ecológico, se não o de evitar a competição com outras espécies no espaço ocupado?" BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

 

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Cenas da natureza reduzem dor de pacientes com câncer, diz estudo

Combinação de fotos de rio na África e canto de pássaros aliviou sensação em biópsias.

 Uma combinação de imagens de belas cenas da natureza e música com sons relaxantes ajuda a amenizar dores de pacientes com câncer durante procedimentos invasivos como punções e biópsias, segundo cientistas americanos

 

Pesquisadores da Universidade de Baltimore fizeram testes para encontrar formas de aliviar a dor em pacientes submetidos a mielogramas, um exame doloroso em que é feita uma punção óssea.
Apenas com anestesia local, uma grande agulha é inserida em um osso, geralmente nas costas, de onde é retirada uma amostra da medula óssea. Tal procedimento pode prolongar-se por até dez minutos.
"Queríamos encontrar um jeito de tornar essa experiência mais tolerável", disse Noah Lechtzin, do departamento de medicina da Universidade de Baltimore.
"Então fizemos um estudo no qual pacientes olhavam dois tipos de imagem durante o exame: cenas da natureza acompanhadas de sons agradáveis ou cenas da cidade, com seus barulhos típicos."
A imagem relaxante mostrava uma região próxima às Cataratas Vitória, na Zâmbia, e era acompanhada de passarinhos cantando. A da cidade retratava uma rua movimentada, com vários carros e pessoas caminhando apressadamente.
Os pesquisadores mediram então o nível da dor dos grupos de pacientes e perceberam mudanças significativas.
Pacientes que fizeram o exame sem ver nenhuma foto registraram dores no nível 5,7 de uma escala conhecida como Hopkins Pain Rating.
Já os que observaram a paisagem natural relataram, em média, níveis 3,9 de dor.
Os pacientes que viram as fotos da cidade registraram índices semelhantes aos dos que não viram nenhuma imagem. Isso, segundo Lechtzin, prova que a redução da dor não é apenas uma questão de distrair o paciente.
"Acredito que há certos tipo de elementos na natureza que relaxam mais as pessoas", afirmou.
"Não seria interessante colocar uma foto de pedras que possam esconder animais perigosos. Mas cenas de água correndo, por exemplo, são muito úteis, especialmente se acompanhadas de sons de passarinhos cantando e do vento batendo nas árvores."
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Projeto espanhol tenta salvar lince da extinção

Entre os felinos, a espécie europeia é a mais ameaçada do planeta.

 O Projeto Lince Ibérico na Espanha comemora o sucesso do programa de reprodução em cativeiro e já planeja a reintrodução de alguns felinos à natureza. 

O animal é classificado como o felino mais ameaçado do planeta.
Cientistas monitoram os animais 24 horas por dia, e o projeto está dando resultados. Só neste ano, nasceram sete filhotes.
Os pesquisadores afirmam que estão otimistas sobre a possibilidade de retirar o lince ibérico da lista de animais ameaçados com a reintrodução deles na natureza.
Coleiras de rádio
Os poucos linces que sobrevivem em liberdade são monitorados por sinais de rádio emitidos por coleiras especiais.
Observando como os linces soltos se comportam, os cientistas esperam poder traçar a melhor estratégia para reintroduzi-los.
O maior desafio é encontrar territórios em que os felinos possam viver sem serem incomodados por humanos.
Um lince com filhotes chega a caçar cinco coelhos por dia. Para isso, precisa do espaço selvagem - cada vez mais raro na Espanha.   BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

 

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Banco Mundial quer que países contabilizem custo da destruição ambiental

Presidente da instituição diz que nações destroem a natureza porque não têm noção do seu valor econômico.

Destruição ambiental custa entre US$ 2 bi e US$ 5 bi por ano, diz estudo
O Banco Mundial lançou um programa global cujo objetivo é ajudar países a incluir os custos da destruição da natureza nas contas públicas.
O presidente do banco, Robert Zoellick, disse que a destruição ambiental acontece em parte porque os governos não contabilizam o valor da natureza.
O programa foi anunciado durante a Convenção da ONU sobre Diversidade Biológica em Nagoya, no Japão. Dez nações participarão do projeto na fase piloto - entre elas, Índia e Colômbia.
"Sabemos que o bem estar do homem depende de ecossistemas e biodiversidade", disse Zoellick. "Também sabemos que eles sendo degradados de forma alarmante."
"Uma das causas é o nosso fracasso em avaliar propriamente os ecossistemas e tudo o que fazem por nós - e a solução, portanto, está em contabilizar os serviços (oferecidos pelo) ecossistema quando os países fazem políticas."
O ministro do Meio Ambiente da Noruega, Erik Solheim, disse que reavaliar a natureza dessa forma obrigaria as empresas a mudar a forma como operam.
"Nós precisamos sair de uma situação onde os benefícios dos serviços do ecossistema são privatizados enquanto os custos são socializados", disse Solheim.
"Os custos totais do impacto negativo sobre os ecossistemas deve ser coberto pelos que recebem os benefícios de sua destruição."
Trilhões de Dólares
O novo programa toma como base as conclusões do estudo "A Economia dos Ecossistemas e Biodiversidade". A proposta é ajudar governos a embutir as revelações do estudo em suas políticas.
A principal conclusão da pesquisa, feita com o apoio da ONU, foi que a degradação do mundo natural está custando à economia global entre US$ 2 bilhões e US$ 5 bilhões por ano.
O estudo também concluiu que o valor econômico do mundo natural, em termos de sua provisão de água limpa, solo de boa qualidade, polinização e outros serviços, é negligenciado por governos por ser "invisível".
"Esse relatório (...) ajudou a definir a importância da biodiversidade de uma nova maneira", disse a secretária britânica do Meio Ambiente, Caroline Spelman.
"O que ficou absolutamente claro é que precisamos mudar a forma como atribuímos valor ao capital natural e serviços do ecossistema e integrá-los aos processos principais de tomada de decisões."
Spelman e Solheim indicaram que seus governos apoiam o programa.
Ameaças
Questionados se as empresas se oporiam a esse tipo de contabilidade ambiental porque ela afetaria seus balanços, Spelman diz que elas não farão objeções se entenderem as razões por trás dela.
"As abelhas, por exemplo, valem cerca de 440 milhões de libras (R$ 700 milhões) para a economia da Grã-Bretanha", diz ela.
"Quando você pensa em ter de substituir o que a natureza dá de graça, acho que não haveria reações negativas quando as pessoas compreenderem o que os serviços do ecossistema provêm."
Achim Steiner, diretor executivo do Programa Ambiental da ONU, acrescentou que uma análise recente mostrou que as companhias consideravam a perda de biodiversidade uma ameaça maior do que o terrorismo.
A informação veio originalmente de um relatório do Fórum Econômico Mundial, que indicou que as empresas viam 8% de probabilidade de que uma perda da biodiversidade as afetaria - principalmente por sujar sua reputação -, enquanto cerca de 4% viam o terrorismo internacional como uma ameaça.
"Alguns negócios tiram vantagem da legislação frouxa para fazer coisas que não poderão fazer no futuro", disse Steiner. "Mas muitos negócios estão procurando formas de minimizar seus riscos." BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.


 

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Países fecham acordo para proteger biodiversidade e dividir ganhos

Encontro em Nagoia, no Japão, aprova pacto que pode liberar até US$ 200 bi por ano para preservação.

 

Destruição ambiental custa entre US$ 2 bi e US$ 5 bi por ano, diz estudo
Representantes de mais de 190 países reunidos em Nagoia, no Japão, aprovaram nesta sexta-feira um acordo histórico que, se implementado, deve combater ameaças à biodiversidade até 2020 e dividir melhor os recursos obtidos pela exploração do material genético da natureza.
As principais decisões finais do 10º encontro da convenção da ONU sobre diversidade biológica (CBD, na sigla em inglês) são um protocolo sobre como dividir os benefícios representados pela biodiversidade (em inglês, Access and Benefits Sharing, ou ABS) e um plano de ação para proteger as espécies ameaçadas até 2020.
Ambos podem render muito ao Brasil. A estimativa é de que países ricos abram os cofres até 2012 para garantir cerca de US$ 200 bilhões por ano em investimentos de conservação na biodiversidade. A verba deve ser liberada a tempo para a segunda Cúpula da Terra, a ser realizada em 2012 no Rio de Janeiro.
Ainda não está claro, entretanto, de onde essa verba deve sair, uma vez que muitos países ricos se encontram em crise e já se comprometeram em dezembro do ano passado a levantar cerca de US$ 100 bilhões por ano para combater os efeitos das mudanças climáticas.
Os signatários têm agora um prazo de dois anos para estabelecer como o novo financiamento será feito.
Biopirataria
O valor da biodiversidade de cada país também deve entrar nas contas públicas, de forma a possibilitar os cálculos que vão nortear os investimentos internacionais.
Esta medida foi considerada um grande avanço, já que pela primeira vez atrela a diversidade biológica da natureza à economia.
Já o chamado ABS é fundamental para proteger os países da chamada biopirataria, o registro feito por indústrias como as farmacêuticas - na sua maioria com sede em países desenvolvidos - de substâncias retiradas de seres encontrados em outras regiões.
O acordo fechado nesta sexta-feira prevê o pagamento de royalties por propriedade intelectual aos países de origem do material. Com isso, países como o Brasil e outros donos de imensa biodiversidade poderão lucrar com o desenvolvimento de medicamentos obtidos a partir de plantas e animais locais.
Depois de intensas negociações, principalmente sobre ABS, o acordo foi elogiado por ambientalistas.

"O protocolo de Nagoia é uma conquista histórica, que garante que o valor muitas vezes imenso dos recursos genéticos seja mais justamente dividido", disse Jim Leape, diretor-geral da organização ambientalista WWF.
Entre as decisões de Nagoia também está uma meta de proteção de 17% das áreas em terra firme, que até 2010 estava em 13%.
Os ministros de meio ambiente concordaram ainda em proteger 10% das áreas marinhas e costeiras, entre elas o alto mar. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

 

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