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Redução da energia nuclear causará aumento de emissões, alerta AIE

Agência de energia prevê alta de 35% até 2035 no CO2 emitido.
Meta internacional de aquecimento global dificilmente seria cumprida, diz.

A redução pela metade da expansão da energia nuclear no planeta depois do desastre de Fukushima, no Japão, aumentará o crescimento global das emissões de dióxido de carbono em 30% até 2035, alertou a Agência Internacional de Energia (AIE) nesta quarta-feira (15).

A AIE advertiu no mês passado que a meta política para limitar a mudança climática a níveis mais seguros mal foi alcançada depois que as emissões globais aumentaram quase 6% em 2010.

Acordo
Governos concordaram no ano passado em limitar o aquecimento para menos de 2 graus acima dos níveis pré-industriais, mas o mundo deverá superar esse nível de emissão de carbono, disse a agência, que aconselha 28 economias industrializadas sobre energia.

Uma redução do crescimento da energia nuclear tornaria a tarefa ainda mais difícil, disse Fatih Birol, economista-chefe da AIE.
'Acreditamos que esse aumento enorme nas emissões, somado à perspectiva desanimadora para a energia nuclear, tornará a meta de 2 graus muito, muito difícil de ser alcançada.'

'(O crescimento nas) emissões de CO2 proveniente de geração de eletricidade entre agora e 2035 será cerca de 30% maior do que poderia ser.' Isso é o equivalente a quase 500 milhões de toneladas de emissões adicionais de CO2 anualmente até 2035, acrescentou ele.

Recorde
As emissões de CO2 ultrapassaram os 30 bilhões de toneladas no ano passado, batendo um novo recorde e ficando um pouco abaixo da quantia estimada por Birol como consistente com a nova meta de aquecimento do mundo.

Birol referia-se a um cenário em que o mundo acrescentasse outros 180 gigawatts (GW) de energia nuclear entre agora e 2035, em vez da previsão anterior de 360 gigawatts.

Tal retração nuclear diminuiria a participação desse setor na geração de energia, acrescentou ele. 'Acreditamos que essa seja uma má notícia em termos de ter uma diversificação menor na mistura da energia global, um cenário menos seguro', disse ele num evento da agência Reuters sobre Energia e Clima.

A demanda por carvão e gás aumentaria em cerca de 5% em 2035, em comparação ao que a AIE esperava antes de Fukushima, e por renováveis em 6%, implicando uma pressão sobre os preços do combustível e da eletricidade.

Os governos ao redor do mundo ordenaram revisões na segurança nuclear depois de o terremoto seguido de tsunami no Japão de 11 de março ter provocado o derretimento e a liberação radioativa da usina nuclear de Fukushima.

No mês passado, a Alemanha anunciou o plano de fechar todos os seus reatores nucleares até 2022. Os italianos votaram pelo banimento da energia nuclear na segunda-feira, num referendo fortemente influenciado pelo desastre de Fukushima, mas que também foi um forte voto político contra o primeiro-ministro Silvio Berlusconi.

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ONU recomenda investir US$ 1,9 bilhão anuais em tecnologias verdes

Metade desse valor seria para países pobres, dizem Nações Unidas.
Importe é o estimado para compensar demanda por energia e alimento.

Da AFP
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As Nações Unidas estimam que é preciso investir US$ 1,9 bilhão por ano em tecnologias verdes nos próximos 40 anos, dos quais a metade nos países em desenvolvimento, de acordo com um estudo divulgado nesta terça-feira (5).

"Durante os próximos 40 anos, é necessário investir progressivamente US$ 1,9 bilhão por ano em tecnologias verdes", indica o relatório do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU (DESA).

"Pelo menos a metade dos investimentos deve ser feita nos países em desenvolvimento para satisfazer suas crescentes necessidades alimentares e energéticas por meio de tecnologias verdes", acrescenta.

'Vida decente'
Esses investimentos são necessários, segundo a ONU, para que os habitantes dos países em desenvolvimento, em particular aqueles que vivem na extrema pobreza, tenham acesso a um "nível de vida decente".

O relatório reconhece que o compromisso contemplado no Acordo de Copenhague (2009) de conceder US$ 30 bilhões entre 2010 e 2012 e US$ 100 bilhões anuais até 2020 aos países em desenvolvimento constitui um bom caminho.

Os autores do livro consideram que é preciso acelerar a aplicação desse compromisso e aumentar os recursos à disposição dos países em desenvolvimento para que tenham possibilidades de superar o desafio da "transição energética".
Revolução
"Este relatório mostra qual será a magnitude do progresso tecnológico para assegurar um futuro que beneficie a todos protegendo nosso planeta", declarou Sha Zukang, secretário-geral adjunto da ONU, citado em um comunicado.

A ONU insiste, em particular, na necessidade de uma revolução "verdadeiramente verde" na agricultura para enfrentar as necessidades crescentes da população, protegendo ao mesmo tempo o meio ambiente.

Por isso, recomenda a utilização de métodos de cultivo que evitem o desperdício dos recursos aquíferos, e a redução do uso de produtos químicos e pesticidas que provocam a degradação do solo.

Fonte: g1.com.br

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Estudo aponta água ruim ou péssima em 9% dos pontos de medição

Agência Nacional de Águas divulgou avaliação de 1.747 lugares pelo país.
São 7% de água ruim e 2% de qualidade péssima; boa e ótima somam 75%.


Rio Tietê, em São Paulo: grandes concentrações urbanas implicam na piora da qualidade da água. (Foto: Paulo Toledo Piza/G1)
Do Globo Natureza, em São Paulo

A Agência Nacional de Águas (ANA), ligada ao Ministério do Meio Ambiente, divulgou nesta terça-feira (19) relatório que mostra que a qualidade da água em 9% de 1.747 pontos de medição em diversos estados brasileiros é ruim ou péssima.

A classificação segue os parâmetros do Índice de Qualidade das Águas (IQA), que indica principalmente a contaminacão por esgoto doméstico. Os dados se referem a amostras coletadas em 2009 já que, pela dimensão do estudo, seus resultados demoram para ser computados.

Os valores médios do IQA em 2009 apontam, segundo a ANA, uma condição ótima em 4% dos pontos de monitoramento, boa em 71%, regular em 16%, ruim em 7% e péssima em 2%. Em 2008, os números foram semelhantes: 10% de qualidade ótima; 70% boa; 12% regular; 6% ruim; e 2% péssima. Como os pontos de medição não coincidem nos dois anos, não é possível fazer uma comparação exata para identificar uma tendência de melhora ou piora.
Alexandre Lima, especialista em recursos hídricos da ANA, aponta que, embora o Brasil tenha atualmente 18% de toda a água doce disponível na superfície do planeta, a maioria do potencial hídrico nacional (81%) está concentrado na Amazônia, ou seja, longe dos grandes centros urbanos do país.

"A parte que restou para abastecer os grandes centros urbanos está em situação crítica de uso. Percebemos uma pequena melhora na qualidade da água em virtude de investimentos no tratamento de esgotos em algumas bacias. Porém, é necessário um investimento contínuo neste setor", diz o especialista.

Lima ressalta que a água apontada em estado de má qualidade está concentrada nos grandes centros urbanos, como na Região Metropolitana de São Paulo, abastecida pela Bacia do Alto Tietê.

"Na comparação dos últimos dez anos, o investimento feito no tratamento de esgoto proporcionou melhorias na qualidade da água em rios como o Paraíba do Sul (que é responsável por abastecer as cidades do Vale do Paraíba Paulista e Fluminense, além de municípios de Minas Gerais)", afirmou Lima.
Emergências
O estudo da ANA mostra ainda que, em 2010, 19% dos municípios brasileiros decretaram situação de emergência ou estado de calamidade pública devido à ocorrência de cheias ou problemas de estiagem ou seca. O número geral desses registros caiu de 1.967, em 2009, para 1.184 no ano passado.

Fonte: g1.com.br

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Exploradores descobrem novo recife de corais no mar de Porto Rico

Corais ficam a 152 metros de profundidade em faixa de 19 quilômetros. Imagem foi disponibilizada por professor da Universidade de Porto Rico.
Novos recifes de corais foram recentemente descobertos em águas profundas de Porto Rico, após uma pesquisa financiada pelo governo, de acordo com a Administração Atmosférica e Oceânica Nacional dos Estados Unidos. A foto foi cedida por Richard Appeldoom, professor na Universidade de Porto Rico, que participou das pesquisas. Os corais da imagem ficam em uma área descoberta a 152 metros de profundidade no oceano, em uma faixa de 19 quilômetros no litoral de Porto Rico. (Foto: Hector Ruiz/ AP).

 
 
Fonte: G1.com.br

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Cabral decreta estado de calamidade pública em sete cidades do RJ

Decisão deve dar mais agilidade na contratação de serviços. Com o decreto ficam dispensadas licitações para reconstrução das cidades.

O governador Sérgio Cabral decretou estado de calamidade pública em sete cidades da Região Serrana do Rio. São elas: Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Bom Jardim, São José do Vale do Rio Preto, Sumidouro e Areal.


Algumas prefeituras já haviam feito o pedido, que só começa a valer na segunda, após a publicação no Diário Oficial com a sanção do governador.

A medida visa dar maior agilidade na contratação de serviços, aquisição de materiais e execução de obras e permite dispensa de licitação para reabilitação das cidades mencionadas e destruídas. A decisão vale por 180 dias.

As chuvas na Região Serrana já deixaram mais de 600 mortos.
Mais de 400 máquinas na Região Serrana


Em toda região afetada, são mais de 400 máquinas em ação, entre helicópteros, caminhões e ambulâncias. Em ações de busca de sobreviventes, resgate de corpos, remoção de entulho, segurança, limpeza e reconstrução de vias e rodovias, estão sendo usados 227 veículos da secretaria de Obras, 74, do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil Estadual, e pelo menos 47, da Polícia Militar, além de outros de órgãos como Polícia Civil e secretaria de estado de Governo.

Entre as aeronaves, são 11 helicópteros do governo estadual, 12 das Forças Armadas, 4 da Petrobras, 1 da Força Nacional de Segurança, 1 do Ibama e 1 de Furnas.
 
Fonte: G1.com.br

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Mudança climática pode provocar 1 milhão de mortes a partir de 2030

Estudo diz que os prejuízos vão atingir US$ 157 bilhões anuais. Em menos 20 anos, quase todos os países perceberão o impacto do clima.

A partir de 2030, a mudança climática causará indiretamente cerca de um milhão de mortes por ano, trazendo, também, prejuízos anuais de US$ 157 bilhões, segundo informe divulgado em Cancún, México.


A miséria se concentrará em mais de 50 dos países mais pobres do planeta, mas os Estados Unidos vão pagar o maior preço econômico, diz o estudo.

“Em menos de 20 anos, quase todos os países do mundo perceberão sua alta vulnerabilidade ante o impacto do clima, à medida que o planeta se aqueça”, advertiu o relatório apresentado na conferência da ONU sobre o clima celebrada em Cancún, leste do México.
 
O estudo, compilado por uma organização humanitária de países vulneráveis a mudanças climáticas, avaliou a forma como 184 nações serão afetadas em quatro áreas: saúde, desastres climáticos, perda do hábitat humano devido à desertificação e à elevação do nível do mar, além do estresse econômico.


Os que enfrentam “aguda” exposição são 54 países pobres ou muito pobres, incluindo a Índia. São os que sofrerão desproporcionadamente em relação a outros, porque são os últimos culpados pela emissão de gases de efeito estufa que provocam as mudanças, diz o informe.

“Se não houver ações corretivas”, diz uma nota à imprensa, que acompanha o estudo, o mundo “se dirigirá a uma triste situação”.

Mais da metade dos US$ 157 bilhões em perdas - em termos da economia atual - terá lugar nas potências industrializadas, encabeçadas por EUA, Japão e Alemanha. Mas em termos de custo para o PBI, a proporção será muito menor nestas nações.
O documento foi divulgado por DARA, uma ONG com sede em Madri, e o fórum climático vulnerável, uma coalizão de ilhas-nação e outros países mais expostos à mudança climática.


As delegações de mais de 190 nações estão reunidas em Cancún desde 29 de novembro e até 10 de dezembro com o objetivo de reavivar a negociação internacional sobre a luta contra a mudança climática.
 





 
 
Fonte: G1.com.br

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Tecnologia de satélite permite medir melhor energia solar, dizem cientistas

Novos dados sobre irradiação solar foram obtidos com nova calibragem. Meta é saber como flutuações de energia no Sol afetam o clima na Terra.

Cientistas norte-americanos descobriram que a tecnologia de instrumentos em satélites pode ser determinante para medir com precisão a energia que o Sol envia à Terra, garantindo que o conhecimento que pode ajudar na compreensão das mudanças climáticas no planeta. As afirmações foram feitas na publicação científica "Geophysical Research Letters".


Greg Kopp, do Laboratório de Física Atmosféricas e Espacial (Lasp, na sigla em inglês), espaço ligado à Universidade de Colorado em Boulder, e Judith Lean, do Laboratório de Pesquisas Navais dos Estados Unidos, mediram o nível total da irradiação solar e descobriram valores menores que os registrados em 32 anos de monitoramento.

Monitor de Irradiação Total (TIM, na sigla em inglês), antes de ser lançado na espaçonave Sorce, da Nasa. Instrumentos de medição melhores proporcionam compreensão melhor sobre como a irradiação solar afeta o clima na Terra, em especial alusão ao aquecimento global, consenso atual entre cientistas. (Foto: Nasa)


 
Segundo os pesquisadores, esse achado levará satélites novos a trabalharem melhor para resolver a questão sobre se as flutuações solares afetam ou não o aumento médio na temperatura da Terra.


Durante estudos sobre a estrela, os pesquisadores notaram que o instrumento utilizado havia recebido recentemente um novo design óptico e calibragem, o que melhorou a precisão das medições. Esta ferramenta é o Monitor de Irradiação Total (TIM, na sigla em inglês), atualmente a bordo da nave Sorce (Solar Radiation and Climate Experiment ou Experimento sobre Radiação e Clima Solares, em tradução livre), na agência espacial norte-americana (Nasa).
A calibragem mais apurada do TIM, feita em solo terrestre pela equipe do Lasp, foi o que gerou medições mais precisas da energia solar dissipada na comparação com a calibragem anterior, oferecida pelo Instituto de Padrões e Tecnologia norte-americano (NIST, na sigla em inglês), agência federal responsável por estabelecer medidas e padrões à indústria nos Estados Unidos.


Uma das vantagens da pesquisa de Kopp e Lean é o auxílio à comunidade científica voltada ao estudo do clima para saber quais são as causas naturais e as humanas para o aquecimento global.

Durante um ciclo solar, período de referência para medir a atividade do astro e que dura 11 anos, Lean acredita que as variações na estrela sejam responsáveis por um aumento de 0,1 grau Celsius na temperatura global. Ela conclui que a influência do Sol não foi determinante como principal causa do aquecimento na Terra, pelo menos nas últimas três décadas.
 
Fonte: G1.com.br

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China anuncia corte em emissão de poluentes para 2011

País pretende diminuir em 1,5% volume de poluição em relação a 2010.
Autoridade disse que projeto em desacordo com ambiente será suspenso.


Autoridades chinesas disseram nesta sexta-feira (14) que pretendem abaixar em 1,5% a emissão de poluentes no país em 2011, em relação ao ano passado, por meio do bloqueio de projetos de construção que produzem resíduos demais.
A alternativa, segundo o ministério de meio ambiente do país, será desenvolver novas tecnologias que inibam a emissão de gases poluentes. O ministério de Proteção Ambiental da China anunciou em nota oficial que a redução em 2011 deverá se concentrar em poluentes como o dióxido de enxofre, nitrogênio amoniacal e o monóxido de nitrogênio.
Segundo o ministro do órgão, Zhou Shengxian, a construção de projetos que não se adequarem a novos padrões ambientais não será aprovada ou será suspensa. O desafio deverá ser complexo, uma vez que aumenta a emissão de poluentes da China a medida que o país se urbaniza.
O desenvolvimento de tecnologias para diminuir os efeitos da poluição, como a criação de estações de reciclagem e de tratamento de esgoto, também está em andamento, de acordo com Zhou. O ministério também pretende elaborar medidas que removam os componentes poluidores de materiais usados na construção, mas ainda não se sabe se isso será apresentado em 2011.
A nota do ministério ainda afirmou que o país se esforçará mais para controlar a emissão de gases de veículos e de indústrias com alta poluição, como a têxtil, de couro e de produção de papel.
 
Fonte: G1.com.br

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